Diagnóstico precoce ajuda a acabar com a calvície feminina
Queda de cabelo não acontece só em homens. Mulheres também têm se queixado desse problema e nem sempre a solução é tão simples quanto parece. As condições gerais de saúde, seja física ou mental, estão diretamente ligadas à queda de cabelo. Por isso, o melhor é prevenir e fazer exames clínicos periodicamente, cuidar de si e buscar maior qualidade de vida. Veja as dicas dos especialistas.
Matéria retirada do portal Abril.com em 21/09/2009
Alterações hormonais, estresse, depressão e ovários policísticos são algumas das causas para a queda capilar nas mulheres.
Há métodos muito precisos para diagnosticar qualquer problema capilar, seja em homens ou mulheres. As mulheres que se deparam, frequentemente, com fios de cabelo soltos na fronha, na escova, etc., devem ficar atentas. Se os fios caídos logo nascem, não há problemas.
“O cabelo tem um ciclo de crescimento, de estabilização, de descanso e de queda, que ocorre a cada dois anos”, diz o diretor do Instituto do Cabelo e presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia, Luciano Barsanti, autor do livro “Dr. Cabelo”, da editora Elevação.
Segundo Barsanti, as mulheres têm muito mais cabelo do que os homens. Por isso, só notam o problema quando já perderam cerca de 30% dos fios. “Vêm ao consultório dizendo que, ao subirem a escada rolante espelhada do shopping, repararam no couro da cabeça”, conta Barsanti.
Para identificar o problema, o médico faz uma microscopia eletrônica do bulbo capilar. Usa um aparelho que funciona como uma espécie de scanner do couro cabeludo, aumentando em 8 mil vezes o fio e o couro da cabeça. O resultado é um diagnóstico preciso, com a verificação do estágio da queda e a indicação de um tratamento personalizado.
Alterações hormonais, estresse, depressão, ovários policísticos, doenças autoimunes, deficiências nutricionais, medicamentos, drogas ilícitas e álcool, alterações psiquiátricas, quimioterapia e até anorexia são as causas mais frequentes da perda capilar nas mulheres. O problema é observado na faixa etária dos 12 aos 60, sendo mais comum entre as de 25 a 45 anos. “Isso ocorre, principalmente, nas dietas sem acompanhamento médico.”
A boa notícia é que é possível reverter o quadro em qualquer idade, desde que o bulbo capilar esteja vivo. Entre as soluções, há tratamentos não invasivos, como laser de baixa penetração e infusão transiônica, que permite a aplicação de substâncias ativadoras do bulbo sem o uso de agulhas e aplicações.
Cerca de 80% das pacientes do Instituto do Cabelo apresentam caspa e seborréia (grande quantidade de óleo produzido pelas glândulas sebácias), o que provoca uma irritação na epiderme, a dermatite seborreica. Entre os tratamentos, há substâncias fitoterápicas e orgânicas aplicadas por uma espécie de peelling do couro cabeludo.
“Há terapias sendo desenvolvidas para estimular cabelos enfraquecidos a crescerem mais fortes, e até estudos de tratamentos com uso de células-tronco e clonagem. Tem uma empresa japonesa fazendo uma investigação e gastando milhões com isso”, conta o dermatologista Arthur Tykocinski, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e diretor da Sociedade Internacional de Transplante Capilar. Segundo ele, será possível até realizar testes genéticos para que a mulher tenha uma estimativa da probabilidade de perda dos fios.
Vale ressaltar que, quando a queda dos fios é associada a outros problemas, o tratamento capilar deve ter assistência multiprofissional, de endocrinologista (avalia as condições da tireoide), ginecologista (verifica possíveis problemas hormonais), nutricionista (avalia a segurança alimentar) e até psiquiatra e psicólogo. Saiba mais:
Fatores de riscos que levam à queda dos fios
1. Consumo excessivo de cigarro, café, açúcar, anfetamina.
2. Doenças: câncer, depressão, alterações da glândula tireoide, diabetes, tuberculose, doenças infecciosas do aparelho urinário, sinusites e viroses.
3. Hábitos: amarrar o cabelo com elástico.
Lendas
1. Cabelo fino não é sinônimo de cabelo fraco. Fraco é cabelo que afina.
2. Não há contraindicação para tintura, nem para alisamento, desde que seja feito com produto legalizado e por profissional capacitado.
3. Pode-se usar cosméticos para hidratação

julho 3rd, 2010 às 6:25 pm
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