Sua pele em perigo

Este blog insiste mais um pouco nos problemas de pele causados pelo excesso de sol (leia-se também sol nas horas erradas…) e pela falta de cuidados. Depois do susto dado pelos resultados das pesquisas sobre a eficiência e proteção de filtros solares FPS 30 (declarando que 8 de 10 marcas analisadas foram reprovadas), vamos lembrar também que, desde novembro último, está proibido o uso de câmeras de bronzeamento. São alertas importantes para este verão.

É legal escolher o biquíni, o maiô, a sunga nova, mas não deixar de lado as outras partes do corpo que estarão sem essas peças.

Os índices de câncer de pele são grandes no Brasil. Veja o que diz o Inca (Instituto Nacional de Câncer) no link http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=333

Pro Teste reprova oito entre dez protetores solares FPS 30

 

Os resultados do Pro Teste sobre a eficiência dos protetores solares FPS 30 estão dando o que falar. Às vésperas das férias, muitas pessoas vão evitar comprar as marcas não recomendadas. Ou será que vão continuar a usar o que estão acostumadas? O que não pode é deixar a pele desprotegida (aliás, em nenhuma época do ano). Afinal, ninguém quer parecer um pimentão ou trazer problemas para sua saúde. Os resultados do Pro Teste estão aí, para você saber mais sobre os critérios e decidir o que vai passar na pele.

Apenas dois entre dez protetores solares FPS 30 em loção avaliados pela Pro Teste Associação de Consumidores comprovaram eficiência na proteção solar. E apenas três não apresentaram na composição o benzophenone-3, um ingrediente que já é proibido em outros países, por ser potencialmente cancerígeno.

Quatro dos protetores têm baixa proteção UVA (cujos raios atingem as camadas mais profundas da pele, causando envelhecimento precoce), mas a legislação brasileira não exige um mínimo. E cinco deles não são resistentes à luz e ao calor, perdendo a eficiência.

É o que mostra a análise publicada na revista Pro Teste de dezembro e disponibilizada no site da entidade: www.proteste.org.br. O teste envolveu análise de rotulagem, composição, irritabilidade, hidratação, proteção, resistência a exposição solar, e teste em uso.

A associação reivindica que seja proibido o uso da substância benzophenone-3 na composição dos produtos, ingrediente proibido em outros países, por apresentar esterogenicidade, entrar na circulação sanguínea e ser potencialmente cancerígeno.

Também está pedindo à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passe a exigir o fator UVA de no mínimo um terço do FPS do produto, assim como ocorre na Europa, e que esta informação conste no rótulo. Assim como sejam obrigatórios testes de fotoestabilidade para verificar se eles são estáveis nas condições reais de uso, durante a exposição solar.

O FPS é responsável por bloquear os raios UVB, que são mais fortes entre 10 horas e 16 horas, período não recomendado para exposição prolongada ao sol. São os principais responsáveis por câncer de pele, queimaduras e vermelhidão.

Resultados

Os protetores L’Oréal Solar Expertise e o Cenoura & Bronze foram os que se saíram melhor na avaliação de eficiência do filtro solar.

No teste de fotoinstabilidade, o FPS dos produtos foi medido antes e depois da exposição a uma temperatura de 40ºC. As marcas Avon, La Roche-Posay, Nivea, Banana Boat e Sundown foram reprovadas.

Alguns produtos, como o da Nívea, perderam 50% do seu FPS. Todos os protetores analisados são de fator 30. Após uma hora de uso, eles caíam para FPS 15. O segundo pior foi o La Roche Posay, que manteve só 62% de sua proteção indicada no rótulo. Isso não quer dizer que os produtos não oferecem proteção aos raios UVB, e sim que têm pouca resistência à luz e ao calor, segundo a associação. Além de instável à exposição solar, o Coppertone declarou um fator de proteção (30), maior do que o medido (25).

Todas as embalagens mencionavam resistência à água, mas após imersão de meia hora, a proteção do produto da Natura caiu para 30% do FPS inicial, por exemplo. O Sundown caiu para 55%.

A presença de substâncias bloqueadoras dos raios UVA - que têm incidência constante durante o dia todo - é indicada nos rótulos dos 10 produtos. Mas só três embalagens mostram o grau de proteção: Cenoura & Bronze, L”Oréal Solar Expertise e Natura Fotoequilibrio. Não há regulamentação no Brasil que obrigue a presença de substâncias bloqueadoras dos raios UVA, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os produtos que não apresentaram na composição o benzophenone-3, ingrediente que segundo a associação já é proibido em outros países, foram o L’Oréal Solar Expertise, o Cenoura & Bronze e o Hélioblock da La Roche-Posay.

Cada vez mais indianos se submetem a cirurgias plásticas

Matéria adaptada do Portal Globo.com

Não existem dados oficiais, mas estimativa aponta para alta de 35%. Rinoplastia, a cirurgia do nariz, é a campeã entre os indianos.

Conseguir um nariz perfeito ou eliminar o excesso de gordura acumulada com o bisturi é cada vez mais frequente na Índia, onde o desenvolvimento da medicina, o aumento do poder aquisitivo e um crescente culto à imagem favorecem o aumento das cirurgias plásticas.

“Não há um registro de intervenções cirúrgicas na Índia. Mas calculamos que a cirurgia plástica cresceu entre 25% e 35% anual nos últimos oito anos”, disse o presidente da Confederação Internacional de Cirurgia Plástica, Reconstrutora e Estética (Ipras, em inglês), Rajeev B. Ahuja.

Segundo o especialista, passar pela sala de cirurgia para melhorar a imagem está ganhando popularidade, graças ao gradativo aumento do poder aquisitivo e, especialmente, ao desenvolvimento das práticas médicas que permitem ao paciente realizar a cirurgia sem ter que ir ao exterior.

“Se tivessem que ir à Suíça não teríamos esse aumento, mas tudo está disponível aqui. Há bons cirurgiões, boas práticas médicas, a cirurgia na Índia é boa”, disse.

Para Ahuja, a melhor prova das garantias de se operar na Índia é que há um incipiente turismo de saúde com pacientes procedentes da Europa, países do Golfo Pérsico e EUA que se submetem a enxertos de cabelo, rinoplastias ou lipoaspirações, com a esperança de retornar a seus países com uma imagem invejável.

Padrão de beleza

Apesar da brecha cultural entre Oriente e Ocidente, os padrões de beleza tendem à convergência no mundo todo.

A cirurgia mais procurada na Índia é a rinoplastia, seguida da lipoaspiração e, em terceiro lugar, as operações de aumento de peito, padrão semelhante ao de muitos países ocidentais: o objetivo é “parecer mais jovem”, segundo o especialista.

Também não há muitas surpresas na distribuição por sexos, a grande maioria das pacientes, aproximadamente 65% são mulheres.

“Tenho certeza de que é assim no mundo todo e a Índia não é uma exceção. Há pressão social para que as mulheres tenham bom aspecto. Foi criado um padrão de beleza no qual é preciso ter determinadas medidas de peito, de abdômen, de cintura”, a diretora da ONG de defesa dos direitos da mulher Centro para Pesquisa Social (CSR, em inglês), Ranjana Kumari.

Na opinião dela, a Índia tinha um padrão de beleza genuíno marcado pela sensualidade e pelo erotismo visível nos altos relevos dos célebres templos dedicados ao Kama Sutra, na cidade de Khajuraho, que foi ofuscado pelas tendências importadas de outros países.

“É um excesso. Cada mulher, cada ser humano é diferente e especial, não sei por que todas as meninas têm que ser iguais. Na natureza, há diversidade”, concluiu a ativista, que considera que os meios de comunicação contribuem negativamente para a difusão de um único padrão de beleza.

O responsável da Ipras reconhece que 15% dos pacientes que vão às consultas querem se parecer com algum dos ídolos que veem na televisão, e disse que, neste caso, é imprescindível uma boa assessoria para explicar que isso não é possível.

“Os cirurgiões plásticos têm que ser também psicólogos, e se não fizer esse trabalho, corre-se o risco de fracassar. O paciente terá expectativas que não serão cumpridas”, disse.

Desafio

O pessoal da área enfrenta o desafio de discernir entre aquelas pessoas que querem melhorar a aparência das que têm algum transtorno psicopatológico.

“Entre 7% e 10% dos pacientes que vão às consultas apresentam transtorno dismórfico corporal. São pessoas que se sentem insatisfeitas com seu corpo por diferentes motivos, que acarretam outro tipo de problemas pessoais e para os quais não se recomenda a cirurgia, mas uma consulta com o psicólogo”, disse.

O transtorno, que é identificado pela obsessão de alguém por alguma parte de seu corpo independente se exista um defeito que justifique, será um dos temas que serão abordados no 15º congresso internacional de cirurgia plástica da Ipras, que este ano acontece até 3 de dezembro, em Nova Délhi.

Nessa reunião, especialistas de todo o mundo tentarão descobrir por que às vezes a natural inclinação pela beleza leva a uma batalha por uma meta inalcançável: a perfeição física.

Psiu, silêncio…

Se na música as pausas têm uma função tão importante, que faz parte do conjunto, no nosso corpo e nossa mente também. Quando buscamos sentimentos, vontades e respostas dentro de nós e temos dificuldade de encontrar o caminho, a solução pode ser simples: o silêncio. Externo ou interno ele nos traz equilíbrio. Veja este texto que saiu na revista Vida Simples
Ponha mais quietude no seu dia. Faz diferença.

Malas prontas, Rubens Cafuk parte em direção ao mar. Não só para ficar na praia. De máscara e nadadeiras, mais uma vez ele vai se encontrar com seu velho amigo, o silêncio. Sob o som das borbulhas da própria respiração, ele mergulha na quietude do oceano. É quando sua alma descansa, seu corpo relaxa. “Sem isso, não sobreviveria”, diz o comerciante paulista.“É um momento em que posso estar em paz comigo.” Pouco tempo atrás, Rubens percebeu que na maior parte do tempo ele era o que as pessoas queriam e fazia o que elas esperavam. E que a quietude lhe reservava a rara possibilidade de ser ele mesmo.

Grande sabedoria, a dele. E de muita gente que aprendeu que esse encontro com o silêncio é fundamental. Na verdade, antes de escrever esta reportagem, não tinha idéia de que tantas pessoas já descobriram a importância desses momentos de calma e planejam a vida para que eles aconteçam cada vez mais.

Pisando macio

A imagem das mulheres japonesas de quimono pisando delicadamente o chão com suas meias brancas encantava o arquiteto paulista Luis Matsushima, que viveu seis meses em Tóquio. “Gostava de vê-las porque podia perceber o som do silêncio nos seus passos”, diz ele. Nas casas tradicionais japonesas, a quietude evidencia os sons domésticos e da natureza em volta. “Assim como os espaços vazios nas pinturas japonesas são usados para ressaltar traços e volumes, dentro de casa, o silêncio contorna os sons como a água do mar rodeia ilhas, evidenciando sua forma e beleza”, diz Luis.

Quando as pessoas sentem sede de silêncio, o primeiro lugar que pensam em deixar mais tranqüilo é a própria casa. Muita gente no Brasil procura seguir o exemplo dos japoneses, transformando suas moradias em templos silenciosos, com tatames ou tapetes forrando o chão, poucos eletrodomésticos e sapatos do lado de fora da porta.“Cada vez mais tenho pedido para diminuir os ruídos internos das moradias”, diz o especialista em acústica Francisco Bemitz, que trabalha há 30 anos nessa área. Para isso, ele usa materiais especiais para forros e janelas com vidro duplo e até recomenda paredes mais grossas entre os ambientes.“Para haver conforto acústico, o ruído interno deve estar entre 40 a 50 de decibéis.” Isso é o equivalente a conversas em voz baixa, música baixa e sons acolchoados por cortinas e tapetes. Ele não recomenda, no entanto, transformar a casa numa tumba à prova de ruídos. “O silêncio completo pode surtir o efeito contrário e causar agitação. Passamos a ouvir os barulhos digestivos, o estalar dos ossos.Com o tempo, isso pode dar nos nervos.” Segundo Francisco, o ser humano precisa de uma gama variada de percepções. O silêncio torna-se bem- vindo justamente porque estamos continuamente imersos no barulho e necessitamos dele como uma outra qualidade de impressão.

Flores se abrindo

Quando Dolores Duran pediu o abandono de flores se abrindo e a paz de uma criança dormindo para enfeitar a noite de seu bem, estava se referindo ao presente em que o silêncio pode se transformar. Nesse momento de calma, no entanto, todos os outros sentidos podem se tornar abertos e presentes. Numa dessas tardes em que tudo pode acontecer, entrei numa loja num bairro chinês de São Francisco e fui convidada pela dona a experimentar algo muito diferente e especial – desde que soubesse me manter em silêncio. Ela me conduziu para um salão atrás da loja, onde poucos fregueses estavam sentados em pequenas mesas com banquinhos de madeira entalhados em forma de dragão. Colocou uma bandeja na minha frente e despejou água fervente numa tigela de cristal até transbordar. A água escorreu para a bandeja, sinal de grande prosperidade e abundância. Com gestos calculados, ela colocou delicadamente uma bolinha marrom no meio da água. Sorriu e foi embora. Em alguns segundos, vi o botão escuro se abrir e se transformar numa flor de jasmim do tamanho da palma de uma mão, exalando um perfume inebriante. Era o chá mais bonito e cheiroso que já tinha visto ou sentido na vida. Mas foi a exigência do silêncio que tornou esse momento mais especial ainda.

 

Um amigo meu diz que durante o dia procura “tirar o som” da vida. Isto é, olha para o que está acontecendo procurando abstrair o barulho, como num filme sem trilha sonora. Ele garante que a vida ganha outro sabor e que, a partir disso, passa a olhar para coisas que jamais olharia: o movimento das folhas das árvores, a textura dos gravetos no chão. Outro amigo, jornalista, que trabalha a semana inteira com as palavras, no sábado de manhã vai para uma praça, senta num banco, e fica ali parado, por meia hora. Procura tirar as palavras do pensamento, olha para as coisas sem rotulá-las e aquieta o falatório interno. “Me dou o luxo de vegetar”, resume laconicamente. Diz ele que sai dali renovado.

No fundo da alma

A tradição mística de todas as religiões convida à calma e ao recolhimento. Muito foi dito sobre esse tema. “O silêncio pode ajudar para que as emoções se acalmem”, diz o monge alemão Anselm Grün, que em seus livros defendeu a importância dos momentos silenciosos na vida. Grün faz parte da tradição dos monges hesicastas (silenciosos) que, mais do que tudo, honram o silêncio da alma. Também o I Ching, no seu hexagrama 52, A Quietude, aconselha recolhimento para acalmar “os movimentos do coração”, isto é, os pensamentos.

Outro grande mestre, o monge alemão Eckart, do século 13, também falou sobre isso, no magnífico texto “O Silêncio da Criação”, encontrado no Livro da Divina Consolação. Eckart se pergunta onde está Deus em nós, e responde que “deve estar no que a alma tem de mais puro, de mais nobre e de mais delicado”. Para Mestre Eckart, o silêncio do fundo da alma é o único lugar onde o Criador pode se manifestar plenamente.


Músicos também têm uma grande relação com o silêncio. Artur Andrés, flautista e compositor do grupo mineiro Uakti, diz que para tocar bem é preciso procurar o silêncio interno de onde surge a música. Para ele, a música é um conjunto que combina massas sonoras e silêncios. Artur lembra que o compositor americano John Cage,músico de vanguarda do século passado, compôs uma peça em que se sentava ao piano, permanecia ali três minutos quieto, fechava o teclado e saía. Com esse gesto, convidava as pessoas a ouvir o silêncio que está sempre presente.

Silêncio constrangedor

Na nossa cultura, o silêncio parece desnecessário. Lembro do ator japonês Yoshi Oida muito aflito depois de uma semana no Brasil. Sem ter coragem de recusar convites dos seus anfitriões, foi de festa em festa, de papo em papo, até quase cair exausto. Quando fui entrevistá-lo e perguntei sobre os brasileiros, ele me fitou com um olhar desesperado e perguntou:“Meu Deus, quando é que vocês inspiram?”Inspirar, voltar-se para dentro, ficar em silêncio não é mesmo muito nosso forte.Aqui, o silêncio é quase sempre constrangedor. Naquele livro que todo mundo jura que nunca leu, mas que é campeão de vendas no Brasil (Homens São de Marte,Mulheres São de Vênus), de John Gray, o autor fala da necessidade masculina de passar um tempo quieto.“Ele não está emburrado, desconfiado ou pensando em outra mulher”, diz Gray. O sujeito só quer ficar em silêncio. Ele precisa disso. Eu acrescentaria que as mulheres também. Silêncio é bom, deve ser cultivado e faz falta.

Etiqueta também vale nas férias

Viajamos para ter momentos de descanso e qualidade de vida. Mas isso acontece quando tomamos certos cuidados e não nos esquecemos da qualidade de vida dos outros! Um texto da socialite Gloria Kalil no IG dá dicas de como evitar problemas e aproveitar a viagem sem se estressar e sem comprometer as férias alheias. “A única coisa que não sai nunca de férias é a educação e a civilidade”, diz ela. Veja as dicas:

1. Previna ataques de fúria e ranger de dentes confirmando sempre suas reservas de passagem e de estadia de hotéis por e-mail para ter algum papel na mão caso haja algum problema.

2.  Cheque seus documentos para ver se passaporte e vistos de entrada estão valendo.

3. Não se esqueça de alugar carros com antecedência: nesta época, todas as locadoras estão lotadas de pedido e nunca há veículos disponíveis para decisões de ultima hora.

4. Peça a confirmação do veículo por escrito e não deixe de pedir carro com ar-condicionado – para não assar num carrinho sem equipamentos se suas férias de verão forem em algum lugar quente no litoral brasileiro.

5. Se for viajar com criança, leve os brinquedos preferidos dela na bolsa de mão para distraí-las no aeroporto ou durante o voo.

6. Não deixe seus filhos adolescentes, namorado ou marido, viajarem de camiseta regata por mais calor que esteja. Primeiro, porque o avião tem ar-condicionado e, segundo,  porque ninguém merece sentar ao lado de um homem de braço peludo passando pelo seu nariz cada vez que for tomar um copo de água.

7. Banho, desodorante, meias limpas antes de subir num avião (ônibus, trem etc…).

8. Uma boa ideia para voos longos é levar bolinhas de cera para os ouvidos – a gente nunca sabe se não vai ter como vizinho de cadeira um trombone roncador.

Mulheres envelhecem como suas mães, diz pesquisa

Gostemos ou não, o tempo não abre exceções e todos passamos por um processo de envelhecimento. Mas uma pesquisa divulgada recentemente aponta as chances de sabermos como isso deve acontecer. Os pesquisadores apostam que, observando os rostos de nossas mães, podemos concluir qual a nossa tendência quanto ao padrão de envelhecimento. A diferença é que temos como prevenir e driblar alguns problemas, graças às técnicas trazidas  a cada dia pela medicina plástica. Veja a matéria.Texto extraído do portal Terra.
Claudio R. S. Pucci

 

Sabe aquele dito popular que reza que para saber como sua namorada ou pretendente ficará quando envelhecer é só olhar para a mãe? Cientistas americanos conseguiram provar que é verdade. Mães e filhas apresentam o mesmo padrão de enrugamento à medida que vão envelhecendo.

Conduzida pelo Dr. Matthew Camp, da Loma Linda University Medical Center, na Califórnia, a pesquisa utilizou equipamentos de última geração em escaneamento e desenvolvimento de imagens em 3D para analisar a composição facial de 10 duplas de mães e filhas, de 15 a 90 anos de idade. Foi verificado então que a pele e os tecidos finos, especialmente ao redor dos olhos, mostraram o mesmo padrão de desgaste e perda de elasticidade. Essa similaridade fica mais aparente quando a filha alcança a faixa dos 30 anos de idade.

O estudo, inédito nessa área, foi apresentado na reunião da Associação Americana de Cirurgia Plástica em Seattle nos Estados Unidos. O Brasil é um dos campeões mundiais de cirurgias plásticas no mundo, sendo que mais de 70% são realizados com objetivos estéticos. As cirurgias para correções nas pálpebras, que com o decorrer da idade perdem a elasticidade e os músculos se tornam mais soltos, representam 9% do total de intervenções deste tipo, perdendo para o aumento das mamas, a lipoaspiração e as cirurgias no abdômen. As mulheres ainda são as que mais recorrem ao bisturi para conseguir voltar a ter a beleza de outrora, mas a participação dos homens vem aumentando gradualmente.

Segundo Norman Waterhouse, ex-presidente da Associação Britânica de Cirurgia Plástica Estética, as mulheres acreditam que envelhecem mais acentuadamente que os homens. Na verdade, segundo o especialista, essa percepção acontece porque o formato do rosto feminino se altera no decorrer do tempo. Quando são jovens, as moças possuem um rosto mais oval e, com a passagem dos anos, ele se torna mais quadrado. Já nos marmanjos o formato não se altera.

Portal Reol - Lipoaspiração: cuidados trazem mais segurança -09/11/2009

Diagnóstico precoce ajuda a acabar com a calvície feminina

Queda de cabelo não acontece só em homens. Mulheres também têm se queixado desse problema e nem sempre a solução é tão simples quanto parece. As condições gerais de saúde, seja física ou mental, estão diretamente ligadas à queda de cabelo. Por isso, o melhor é prevenir e fazer exames clínicos periodicamente, cuidar de si e buscar maior qualidade de vida. Veja as dicas dos especialistas.

Matéria retirada do portal Abril.com em 21/09/2009

Alterações hormonais, estresse, depressão e ovários policísticos são algumas das causas para a queda capilar nas mulheres.

Há métodos muito precisos para diagnosticar qualquer problema capilar, seja em homens ou mulheres. As mulheres que se deparam, frequentemente, com fios de cabelo soltos na fronha, na escova, etc., devem ficar atentas. Se os fios caídos logo nascem, não há problemas.

“O cabelo tem um ciclo de crescimento, de estabilização, de descanso e de queda, que ocorre a cada dois anos”, diz o diretor do Instituto do Cabelo e presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia, Luciano Barsanti, autor do livro “Dr. Cabelo”, da editora Elevação.

Segundo Barsanti, as mulheres têm muito mais cabelo do que os homens. Por isso, só notam o problema quando já perderam cerca de 30% dos fios. “Vêm ao consultório dizendo que, ao subirem a escada rolante espelhada do shopping, repararam no couro da cabeça”, conta Barsanti.

Para identificar o problema, o médico faz uma microscopia eletrônica do bulbo capilar. Usa um aparelho que funciona como uma espécie de scanner do couro cabeludo, aumentando em 8 mil vezes o fio e o couro da cabeça. O resultado é um diagnóstico preciso, com a verificação do estágio da queda e a indicação de um tratamento personalizado.

Alterações hormonais, estresse, depressão, ovários policísticos, doenças autoimunes, deficiências nutricionais, medicamentos, drogas ilícitas e álcool, alterações psiquiátricas, quimioterapia e até anorexia são as causas mais frequentes da perda capilar nas mulheres. O problema é observado na faixa etária dos 12 aos 60, sendo mais comum entre as de 25 a 45 anos. “Isso ocorre, principalmente, nas dietas sem acompanhamento médico.”

A boa notícia é que é possível reverter o quadro em qualquer idade, desde que o bulbo capilar esteja vivo. Entre as soluções, há tratamentos não invasivos, como laser de baixa penetração e infusão transiônica, que permite a aplicação de substâncias ativadoras do bulbo sem o uso de agulhas e aplicações.

Cerca de 80% das pacientes do Instituto do Cabelo apresentam caspa e seborréia (grande quantidade de óleo produzido pelas glândulas sebácias), o que provoca uma irritação na epiderme, a dermatite seborreica. Entre os tratamentos, há substâncias fitoterápicas e orgânicas aplicadas por uma espécie de peelling do couro cabeludo.

“Há terapias sendo desenvolvidas para estimular cabelos enfraquecidos a crescerem mais fortes, e até estudos de tratamentos com uso de células-tronco e clonagem. Tem uma empresa japonesa fazendo uma investigação e gastando milhões com isso”, conta o dermatologista Arthur Tykocinski, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e diretor da Sociedade Internacional de Transplante Capilar. Segundo ele, será possível até realizar testes genéticos para que a mulher tenha uma estimativa da probabilidade de perda dos fios.

Vale ressaltar que, quando a queda dos fios é associada a outros problemas, o tratamento capilar deve ter assistência multiprofissional, de endocrinologista (avalia as condições da tireoide), ginecologista (verifica possíveis problemas hormonais), nutricionista (avalia a segurança alimentar) e até psiquiatra e psicólogo. Saiba mais:

Fatores de riscos que levam à queda dos fios
1. Consumo excessivo de cigarro, café, açúcar, anfetamina.
2. Doenças: câncer, depressão, alterações da glândula tireoide, diabetes, tuberculose, doenças infecciosas do aparelho urinário, sinusites e viroses.
3. Hábitos: amarrar o cabelo com elástico.

Lendas

1. Cabelo fino não é sinônimo de cabelo fraco. Fraco é cabelo que afina.
2. Não há contraindicação para tintura, nem para alisamento, desde que seja feito com produto legalizado e por profissional capacitado.
3. Pode-se usar cosméticos para hidratação

Jornal da Band - Cirurgia plástica em adolescentes - 12/06/09

Dr. Lourenço dá entrevista no Jornal da Band

Revista ZERO - Livre-se da barriguinha indesejada - outubro/09